Olha só Angry Mom

Bullying exagerado pode fazer um bom drama? Sei lá, mas uma mãe disfarçada de estudante certamente é!

Angry Mom, com Kim Hee Sun, Kim Yoo Jung e Ji Hyun Woo
Angry Mom, com Kim Hee Sun, Kim Yoo Jung e Ji Hyun Woo

Nome: Angry Mom/앵그리맘

Ano: 2015

Sinpose: Bullying na vida escolar é um fato. Mas não para Kang Ja, que virou mãe quando ainda era adolescente e era gânster nas horas vagas. Ao descobrir que sua filha, Ah Ran, está sofrendo um bullying pesado na escola, resolve denunciar os malfeitores.. mas a vida não é tão simples né? Niguém irá ouvir a mãe de uma estudante que está sendo maltratada pelo filho do dono da escola. E é assim que Kang Ja faz o que qualquer mãe com raiva faria: se disfarça de estudante para descobrir e punir ela mesma os malfeitores. Afinal, se você quer algo bem feito deve fazer você mesmo, não é verdade?

Dá para olhar aqui

Porque olhar: Levante a mão quem não se amarra ver pessoas disfarçadas se infiltrarem em um colégio. Sendo receita de sucesso de muitos filmes, com esse drama  não poderia ser diferente. As aventuras de Kang Ja como Jo BangWol te arranca umas boas risadas pois a atuação da Kim Sun Hee é ótima! Interpretar uma adolescente de 15 anos com quase 40 não é problema nenhum para ela.

“Angry” não é à toa!

A história, como eu disse, é um comédia balanceada com o drama que é o bullying escolar. A luta da mãe da Ah Ran parece forçado, é verdade. Mas uma coisa eu digo tendo vivido aqui na Coreia por quase 1 ano: O que parece forçado muitas vezes é a realidade.

O drama conta com personagens bastantes memoráveis como Go Bok Dong e a própria Kang Ja. Aliás, a Kim Sun Hee tá dando um show nesse drama!

AM cabelo

Outra que também está ótima é a Kim You Jung. E como ela cresceu! o que não mudou em nada a boa atuação dela.

A história segue a linha bem comum de comédia e uma sucessão de dramas (e bota drama nisso!). Ela é capaz de te fazer rir por três episódios seguidos e ficar tensa até o final. Outro ponto que segura a história é a questão da paternidade da Oh Ah Ran. E, gente, como eu sofri nessa!

A trilha sonora é também bastante única. Ela foi produzida pelo trompetista da banda Winterplay – que eu já amava antes – então é recheada de trompete. É muito legal ver músicas do última álbum do winterplay no drama, como a ótima “Yoboseyo”. Outra música memorável é a I´m sorry, I love you da Ali.

Aliás, até a Kim Sun Hee se arriscou a cantar nesse drama.

O que ajuda na jornada: como eu disse, o combo comédia-drama deu certo! O relacionamento da Kang Ja com o Bok Dong te arranca boas risadas, quando não a própria Ah Ran. Até a Gong Ju, com os seus gansters de tiara também é engraçado.

AM comedia

Em sequencia vêm o drama. A certa altura, o drama se desenvolve em torno de dois grandes crimes. Um é até um pouco entediante, mas o outro não tem como ser!

Basta ter uma mãe – não precisa nem ser uma – para provar do sofrimento da Kang Ja. Injustiçada de várias maneiras, eu sentia vontade de ir abraçar a minha mãe toda vez que a Ali começava cantar. Não porque ela passou por isso; mas porque de alguma forma todas as mães estão sujeitas a se sentir agonizadas desse jeito. Fica aqui a campanha: você já abraçou sua mãe hoje? hahaha

O que não ajuda: Os primeiros episódios. São apenas 16 episódios mas do segundo para o terceiro para mim foi um tanto fraco. Até deixei de molho um pouco antes de voltar a ver. Mas, uma vez que você engata, ele vai em frente!

Em resumo: Tenha certeza de que pode abraçar a sua mãe quando ver esse drama. Não importa quem ou onde ela esteja, todas elas merecem.

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Olha só The Greatest Marriage

Quanto sofrimento você pode suportar? e em nome de quem?

The Greatest Marriage
The Greatest Marriage

Nome: The Greatest Marriage/ 최고의 결혼

Ano: 2014

Sinopse: Era uma vez uma Cha Ki Young que, aos 35 anos ainda não se casou e, pra falar a verdade, não tinha muita paciência com isso. Como jornalista ( e âncora de um jornal), ela escreve um livro junto com Park Tae Young, um rico herdeiro que prefere cozinhar ao invés de ser… tipo, só rico. Os dois namoram e, eventualmente, ela engravida. Tudo se complica quando, depois de ver o quão patriarcal é a família do namorado, ela pula fora dessa história de casamento. O problema é que, na Coreia, ser mãe solteira parece ser a pior coisa que pode acontecer a uma mulher. Assim, Cha Ki Young começa a comer o pão que o diabo amassou…

Dá para olhar aqui

Porque olhar: Se você é sensível e foi praticamente criada com mãe solteira como eu, a última coisa que você vai sentir é tédio. O Drama acompanha a trajetória sofrida de uma mãe solteira e choca o público com o tanto de “realidade” que é mostrado. Queria eu dizer que todos os assuntos abordados lá foram aumentados para fazer as lágrimas rolarem, mas a verdade é que foi muito pouco aumentado. Ainda hoje na Coreia, as mães solteiras abortam ou dão o filho para a adoção. Sem falar que a lei tende, sim, a ceder a guarda ao pai.

Grávida e sozinha. Tem drama maior que esse?
Grávida e sozinha. Tem drama maior que esse?

Se eu achava que tinha xingado bastante nas cenas do pai machista em The Heirs, eu não tinha xingado nem a metade do que deveria. A família do Tae Young é absurdamente tosca e machista, e para acrescentar mais realidade ainda à estória, Tae Young por ele mesmo está longe de ser o cavalheiro no cavalo branco.

O outro antagonista e companheiro de trabalho da Cha Kiyoung, Jo Eun Cha, é um personagem que acrescenta mais drama à trama. Ele vai de vilão à herói e, no final, termina como ser humano.

Apoio? Nem da própria mãe!
Apoio? Nem da própria mãe!

De forma geral, nos 16 episódios dá para sofrer e chorar muito com esse drama.

O que ajuda na jornada: O roteiro é bem distribuído e passar pelos 16 episódios é fácil. Mas, por ser um drama da Tv Chosun – que é um canal pago – o começo parece ser uma história mal construída, senão perdida. De fato, o drama foi ganhando fama aos poucos e passou a ser exibido no formato de um episódio por semana ao invés de dois.

Também, se a sua praia é protagonistas fortes, quando menos você esperar já está no final do drama.

O que não ajuda: Está procurando um romance mamão com açúcar? Não chegue nem perto! Gosta de torcer por alguém com que a protagonista deveria ficar? Duvido que você consiga escolher um dos dois: cada um é pior que o outro. A última coisa que você vai encontrar é romances felizes.

O final, por outro lado, é um mistério. Eu considero que, para os padrões coreanos, foi bom. É complicado para eles mostrarem um final satisfatório quando envolve uma questão polêmica como essa, e o fato do drama ter fama já é um bom sinal de que as coisas podem mudar. Mas, também, o final é a prova viva de que, no final das contas, coreano tende a ignorar problemas espinhosos.

Em resumo: Tá cansada de dramas muito açucarados? veja The Greatest Marriage. E depois volte a ver um açucarado, pois ninguém aguenta tanta tristeza assim.